quinta-feira, 29 de novembro de 2007

os meus, os teus, os nossos

Geórgica

Se gostas de maçãs, colhe maçãs
Do teu próprio pomar.
Guarda republicana há sempre em toda a parte
Onde não temos nada,
E a força é cega por definição.
Ora no teu pomar
Podes serenamente
Gozar o transitório paraíso.
Na pequenina haste
Que um dia tu plantaste
Nasceram frutos túmidos e doces
Que são teus.
Colhe, pois, esses frutos.
Não faças como o Adão e como a Eva, uns brutos
Que comeram maçãs, mas do pomar de Deus.

Miguel Torga

E eu, cada dia mais e mais apaixonada pela poesia portuguesa. Se você também gosta, compartilhe comigo. Poemas, ao contrário dos frutos, podem e devem ser trocados.

Um comentário:

Cacá BH disse...

Oi Camila! Tb gosto muito de poesias.. Ultimamente não estou tendo tempo de lê-las com calma, como tem que ser com tão belos pensamentos.... Mas hj, como estou mais com calma, vim aqui ler essa e adorei, a poesia portuguesa parece mesmo muito agradável...
beijos!