quarta-feira, 25 de junho de 2008

sem ele, desculpa mas não dá.

"Descobri que é chegada a hora de acrescentarmos ao tempo e ao espaço mais uma dimensão fundamental à vida: o tesão. Porém, não me refiro ao tesão do Aurélio, mas sim ao do Caetano, por exemplo. Para mim esse tesão não habita dicionários oficiais; entretanto, é o que anima e encanta os poetas tropicais. Tesão sem passado, apenas contemporâneo e vertical, ele é produto semântico e romântico dos que sentem desejo pelo desejo, alegria pela alegria e beleza pela beleza. Mas pode ainda ser tesão de quem sente desejo pela alegria, beleza pelo desejo e alegria pela beleza".

Roberto Freire

"Eu só falei de amor em toda a minha vida, nos 25 livros que publiquei, mas não tenho a menor explicação para ele [o amor]", disse Roberto à Folha. Autor de romances como "Cleo e Daniel" (1966) ou do ensaio "Sem Tesão Não Há Solução" (1990), obras que invocam o amor libertário, revolucionário. Poeta e terapeuta, Roberto Freire faleceu no dia 23/05/2008, aos 81 anos, em SP.

Fonte: jornal Folha de S. Paulo

3 comentários:

Cacá BH disse...

tesão pela vida, tesão por uma comida boa....
beijos

Ju disse...

ui ui ui ui a coisa tá quente!! e depois da peça então, é surra pra lá, é come come pra cá....hahahahaha

Macabéa disse...

Fiz "A Revanche", rs. Vai lá conferir. beijos.