quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

nowadays

Elas são tão importantes e me fazem tão feliz todos os dias que a vontade é abraçar cada um por longos e incansáveis minutos e agradecer, por tudo. É, deu vontade de nomear as pessoinhas mais importantes HOJE* na vida desta que vos fala:

Bethânia. Chico Buarque. Lenice e Marcos - juntos e separados. Klaus. Gabriel. Sharon. Manuela. Conrado. Nando e Felipe - juntos e separados. Jorge. Gustavo. Juliana. Sílvia Renata. Cynthia. Stella. Luciana. Cris. Thaís. Deia. Dani. Mila. Clau. Lofiego. Yara. Isis. Priscila. Cíntia Renata. Cideval. Cibelita. Lúcia. Elaine. Lilian. DOM. Daisy e Cyber (im) - juntos e separados. Juliana D. Maria. Carol. Jennifer. Nice. Carol C. Thaísa. Carol V. Clarice. Caio F.

*A lista foi feita aleatoriamente. Algumas não são mais tão presentes como antes, mas ainda assim não consigo deixar de fora. ;)

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

o que se foi

O que se foi se foi.
Se algo ainda perdura
é só a amarga marca
na paisagem escura.

Se o que se foi regressa,
traz um erro fatal:
falta-lhe simplesmente
ser real.

Portanto, o que se foi,
se volta, é feito morte.

Então por que me faz
o coração bater tão forte?

Ferreira Gullar

Tirei do Blog da Dri

ausência

É fato: constância nunca foi o meu ponto forte. Muitas vezes eu quis pular fora dessa montanha-russa que é o meu coração e a minha cabecinha, mas hoje sei que não preciso ser a calmaria eterna da moça apática que nada deseja ou que ama o mesmo homem há 50 anos, 10 meses, 8 dias e 47 segundos, mas também não preciso chegar ao extremo de querer muito às 10h e mudar de ideia e voltar atrás às 14h. A vida é movimento e isso implica em humores instáveis, trabalhos insanos, TPM, desafetos. Essa é a parte ruim, que faz com que alguns dias sejam muito mais desagradáveis do que outros. Assim como há manhãs que começam leves e risonhas, as horas passam e nem o email mais cretino do chefe afeta seu humor. Momentos bons e outros nem tanto se alternam e fazem a vida seguir, com as suas belezas, afetos, descobertas e dissonâncias. Essa sou eu, muitas em uma, tentando encontrar meu lugar nesse mundo. Tudo isso para dizer-te uma coisa simples:

"A tua ausência dói-me. Refiro-me a essa dor que não magoa, que se limita à alma, mas que não deixa, por isso, de deixar alguns sinais - um peso nos olhos, no lugar da tua imagem, e um vazio nas mãos, como se tuas mãos lhes tivessem roubado o tacto. São estas as formas do amor, podia dizer-te; e acrescentar que as coisas simples também podem ser complicadas, quando nos damos conta da diferença entre o sonho e a realidade."
Nuno Júdice, IN Ausência

É, má friend, preciso confessar: O tempo passa e você aqui, super presente, ocupando um espaço bem maior que a fazenda que vc tanto ama. Como diz o Renato, "Queria até que pudesses me ver. És parte ainda do que me faz forte. Pra ser honesto, só um pouquinho infeliz". Tanta carência, tanto afeto finalmente declarado, será culpa da cervejinha da festa da firma? Acho que ela ajuda a verbalizar coisas guardadas. Tudo, até ela, me lembra você. Afinal, qual o único ser que fazia questão de ligar chapado de madrugada para dizer que me amava? Aiai... q saudade desse tempo... :-/

Obs: Este texto não pretende ser belo ou mesmo fazer algum sentido para quem o ler. Peço perdão aos parcos leitores que não entenderem ou mesmo não gostarem dessa mensagem.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

tãão simples...

"Felicidade depende basicamente de duas coisas: sorte e escolhas bem feitas.
Tem que ter a sorte de nascer numa família bacana, sorte de ter pais que incentivem a leitura e o esporte, sorte de eles poderem pagar os estudos pra você, sorte por ter saúde. Até aí, conta-se com a providência divina. O resto não é mais da conta do destino: depende das suas escolhas.
Os amigos que você faz, se optou por ser honesto ou ser malandro, se valoriza mais a grana do que a sua paz de espírito, se costuma correr atrás ou desistir dos seus projetos, se nas suas relações afetivas você prioriza a beleza ou as afinidades, se reconhece os momentos de dividir e de silenciar, se sabe a hora de trocar de emprego, se sai do país ou fica, se perdoa seu pai ou preserva a mágoa pro resto da vida, esse tipo de coisa.
A gente é a soma das nossas decisões, todo mundo sabe. Tem gente que é infeliz porque tem um câncer. E outros são infelizes porque cultivam uma preguiça existencial. Os que têm câncer não têm sorte. Mas os outros, sim, têm a sorte de optar. E estes só continuam infelizes se assim escolherem."

Martha Medeiros

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

quem sabe, um dia...

Um domingo, duas gatinhas - fábula do amor e seu duplo
Xico Sá

minhas duas gatinhas voltaram no mesmo dia; a que não era gente ficou, juízo não tinha. As duas, porém, me fizeram felizes do mesmo jeito; cada uma me fez bater de um lado do peito. Uma me deixou nervoso; a outra me fez mais calmo. Quando a primeira saiu, não enxerguei a outra a um palmo. Precavido, porém, tranquei uma delas em casa; perder tem limite, corto-lhe as asas. Mas a história foi bem bonita: quando descobri uma das meninas, amor à primeira vista, ela me trouxe a felina, que no futuro ajudaria a diminuir a sua própria falta.

Depois de tudo, uma coisa é certa: preciso mesmo de um bicho. Francisco, Bethânia, Dolores, Teresa ou Dionísio? Pensando ainda... rs